08/08/2021 às 08h22min - Atualizada em 08/08/2021 às 08h22min

Eleições 2022 - Composição com o DEM poderá evitar revoada do ninho tucano

Cúpula do PSDB de Rondônia tem três nomes de relevância para a disputa de apenas dois cargos

Waldir Costa / Rondoniadinamica

As eleições gerais de outubro do próximo ano parecem distantes, mas faltam somente 14 meses para que o eleitor vá às urnas escolher o presidente da República, os governadores, uma das três vagas ao Senado de cada Estado e do Distrito Federal, Câmara Federal e Assembleias Legislativas.  

Um dos partidos de ponta do País, o PSDB tem dificuldades para compor os candidatos ao Senado e governador em Rondônia, não por falta de nomes, mas por excesso. Os três nomes expoentes do partido, a deputada federal Mariana Carvalho, que preside o diretório dos tucanos no Estado e o ex-senador Expedito Júnior, que presidiu e organizou o PSDB durante anos em Rondônia estão reivindicando o mesmo cargo, a única das três vagas ao Senado, hoje ocupada pelo senador Acir Gurgacz, presidente regional do PDT, que tem problemas de inelegibilidade e não deverá concorrer à reeleição.  

Já para a vaga a governador o partido teria o prefeito-reeleito de Porto Velho, Hildon Chaves, nome novo na política, que surgiu nas eleições a prefeito da capital em 2016, com ótimo trânsito junto aos eleitores da capital. É o nome do partido para a sucessão estadual. Ocorre que há divergências internas no ninho tucano, que estariam espalhando penas devido as reuniões com discussões ásperas entre as lideranças. O desafio das lideranças é de amenizar, acomodar a situação.  
O grupo da deputada Mariana, inclusive o seu irmão, o vice-prefeito de Porto Velho, eleito em novembro de 2020, Maurício Carvalho querem Hildon como candidato a governador em 2022. Já a ala tucana fechada com Júnior pretende apoiar o senador Marcos Rogério, presidente regional do DEM, que é candidato a governador nas eleições do próximo ano.  
 

A parceria política de Expedito com Marcos Rogério tem relevantes motivos para ocorrer. Nas eleições a governador em 2018, Expedito foi candidato, venceu o primeiro turno e disputou o segundo com Marcos Rocha, na época no PSL, hoje sem partido. Perdeu para Rocha, mas teve apoio irrestrito de Rogério, que tinha sido eleito no primeiro turno o senador mais bem votado do Estado, com 324.939 votos, mais de 94 mil votos à frente de Confúcio Moura (MDB), segundo colocado, inclusive com participações no Horário Eleitoral Gratuito. Foi realmente um parceiro.  

Apesar de a fidelidade e dedicação de Marcos Rogério, Júnior não conseguiu se eleger governador, mas continua sendo liderança de relevância no Estado e hoje é o nome forte do PSDB ao Senado. Tem um amplo trânsito junto ao eleitorado do interior, principalmente, mas na região central polarizada por Ji-Paraná, cidade de Marcos Rogério, sendo o segundo maior colégio eleitoral do Estado (mais de 80 mil eleitores) fundamental para as pretensões de Júnior na sua luta para chegar ao Senado Júnior nunca teve votação relevante. A união com Rogério poderia amenizar a situação.  

A composição pacífica e definitiva das três maiores lideranças do PSDB é fundamental para o futuro do partido. Caso se confirme a ruptura entre os grupos de Júnior e de Mariana os tucanos terão dificuldades para eleger o futuro governador e garantir a única das três vagas, que estará em disputa pelo Senado.  Tem que se reconhecer, que será difícil consolidar a parceria com Marcos Rogério, que é candidato em potencial a governador. O maior prejudicado seria o prefeito-reeleito, Hildon Chaves, que não ficaria sem condições de concorrer ao Senado, porque o candidato (com a parceria) seria Júnior e nem à Câmara Federal, onde Mariana buscaria a reeleição. No caso, não seria conveniente a Chaves deixar a prefeitura para concorrer a deputado estadual. Permanecendo prefeito, o vice, Maurício, que tem como objetivo assumir a prefeitura com a renúncia de Chaves seria o maior prejudicado.  

Também há possibilidades de Expedito Júnior, na hipótese de não conseguir espaço para compor com Marcos Rogério, deixar o partido e se filiar ao PSD, presidido no Estado pelo filho, deputado federal Expedito Netto, que espera o pai com a ficha na mão, não apenas pelos laços familiares, mas pela representatividade de Júnior no contexto político estadual.  
 


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