23/11/2021 às 08h30min - Atualizada em 23/11/2021 às 08h30min

Menina de 2 anos foi entregue a tio estuprador após separação dos pais

O delegado da Polícia Civil Maurício Maciel Pereira revelou que a menina [M. V. L. dos S.], de 2 anos, que foi morta e torturada pelo tio, que tinha a guarda dela, nunca sofreu maus-tratos físicos por parte dos pais biológicos. O Conselho Tutelar entregou a criança ao tio após os pais se separarem e ela ter sido abandonada.

“Os pais biológicos são pessoas da roça, eles se separaram daí a mulher foi embora da casa deixando as crianças ([M. V.] e o irmão de 4 anos) com o pai. Como ele não teve condições de cuidar, ele deu as crianças para uma prima materna das crianças. Não teve nada relacionado à violência. Foi uma desestruturação familiar pela separação”, explicou.

O delegado explicou que não havia entendimento familiar sobre quem deveria ficar com a guarda da criança e por isso a Justiça decidiu por entregar os irmãos um a cada tio materno.

A criança [M. V.], de 2 anos, morreu no Pronto-Socorro de Várzea Grande no dia 8, após dar entrada na unidade com sinais de estupro e traumatismo craniano. Os acusados do crime são os pais adotivos, que também são tios dela, [A. P. P.] e [F. L. da S.]. Os dois estão presos.

A menina estava com o casal há quase cinco meses. Durante esse período, ela foi torturada e estuprada frequentemente.

Durante o interrogatório de [A. P.], ela detalhou toda brutalidade à qual [M. V.] foi submetida. Segundo ela, a criança era estuprada por [F. L.] duas vezes na semana, era obrigada a desfilar nua pela casa, privada de alimentação e ainda agredida com corda.

“Várias testemunhas já foram ouvidas e eu tenho um prazo para concluir esse inquérito. Uma força tarefa foi feita aqui na delegacia e o caso deve ser concluído nos próximos dias”, declarou.

A Justiça de Mato Grosso converteu a prisão em flagrante do casal em preventiva. Na audiência de custódia, a defesa de [A. P.] chegou a alegar que a mulher também teria sido vítima de [F. L.] e tentou converter a prisão em medidas cautelares, mas foi negado pela juíza Glenda Moreira Borges.


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