05/10/2021 às 22h10min - Atualizada em 05/10/2021 às 22h10min

Ginecologista investigado por crimes sexuais nega abusos e alega ‘brincadeira’ com pacientes

G1 Goiás

O ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, de 41 anos, suspeito de crimes sexuais durante atendimentos em Anápolis, a 55 km de Goiânia, negou que cometeu abusos. Em entrevista à TV Anhanguera, ele alegou que comentários que fez à pacientes eram "brincadeira" e, sobre isso, ele admitiu que pode ter errado. O Ministério Público recorreu da decisão que soltou o médico.

 

"É muito complexo. Eu brinco com algumas coisas. Às vezes, nisso, eu pequei, realmente. (...) Mas, nunca, em nenhum momento, eu toquei em uma paciente com objetivo de ter prazer sexual ou de fazer ela ter um prazer sexual, porque o objetivo ali é o exame físico", disse.
 

Pacientes revelaram à polícia conversas que tiveram com o médico em redes sociais e no consultório onde atendia. Segundo elas, muitas tinham cunho sexual, como "transar fortalece amizade" ou "faz o bronzeamento e me mostra". Após três delas procurarem a polícia, ele foi preso, mas foi solto após decisão judicial.

Sobre o teor das mensagens trocadas com pacientes, o ginecologista admitiu que pode ter feito alguma "brincadeira" de "forma inadequada". O médico é investigado por importunação sexual, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável.

 

 

"Muitas vezes, elas falam, 'olha, doutor, eu fiz alguma coisa assim, será que vai acontecer alguma coisa?'. Um erro meu, concordo, brinco no WhatsApp, comento alguma coisa de uma forma inadequada. Concordo que eu fiz isso, nisso eu estou errado", admitiu.

da durante a entrevista, o médico contou que faz parte de sua profissão fazer o exame de "toque" nas pacientes, que é quando o ginecologista analisa o colo do útero.

 

"Não foi o meu objetivo, mas durante o exame físico eu tenho que fazer o toque. Um ginecologista que não faz o toque em sua paciente, ele não examinou. Assim como um cardiologista que não escuta o coração do seu paciente, ele não examinou", contou.

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